Estresse e as estratégias de coping entre enfermeiros no gerenciamento de comportamentos destrutivos
Autor: Manuela Ribeiro dos Santos (Currículo Lattes)
Resumo
O trabalho da enfermagem em meio hospitalar lida constantemente com situações que geram estresse e, dentre eles, advém dos comportamentos destrutivos vivenciados. Diante disso, enfermeiros a fim de se obter um meio laboral favorável ao bem estar individual e grupal, mesmo diante do estresse vivido, podem utilizar estratégias de enfrentamento tais como as de coping para o gerenciamento. Objetivo: Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo geral analisar as estratégias de coping utilizadas por enfermeiros no âmbito hospitalar para gerenciamento do estresse frente aos comportamentos destrutivos. E como objetivos específicos: avaliar o nível de estresse e os fatores associados às estratégias de coping e às variáveis sociodemográficas e ocupacionais do enfermeiro em ambiente de trabalho hospitalar; conhecer as estratégias de coping para gerenciar o estresse utilizadas por enfermeiros hospitalares e as associações entre essas estratégias e as variáveis sociodemográficas, laborais e de saúde mental. Metodologia: estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa entre os profissionais enfermeiros de um Hospital Universitário, localizado na região Sul do Brasil. Foram utilizados três questionários autoaplicáveis sendo um desses para caracterização dos participantes e obtenção dos dados que caracterizem o processo de trabalho, e os demais foram instrumentos validados no Brasil referentes ao estresse ocupacional e as estratégias coping adotadas diante de uma situação estressora, referente aos comportamentos destrutivos vivenciados pelos enfermeiros. Após a coleta dos questionários, procedeu-se a tabulação e análise dos dados utilizando o Microsoft Excel e o Statistical Package for the Social Science (SPSS), versão 27.0. A análise ocorreu por meio de estatística descritiva e inferencial. Foram respeitados os princípios éticos conforme a resolução 512/2016 e 466/2012, conforme parecer 7.104.849 do comitê de ética da universidade. Resultados: foi constatado entre os pesquisados que o nível baixo de estresse é levemente maior e se aproxima dos níveis médio/alto; como escores fortes no domínio positivo das estratégias de enfrentamento encontrou-se Resolução de Problemas, Suporte Social e Reavaliação positiva. E as menos utilizadas foram, respectivamente, "Fuga e Esquiva" e "Confronto"; houve média maior da estratégia "Fuga e Esquiva" nos profissionais com mais alto nível de estresse (p<0,001); verificou-se associação estatisticamente significativa de autopercepção de saúde mental atual com o nível de estresse. Conclusão: o trabalho demonstra entender as dinâmicas de enfrentamento em relação aos níveis de estresse no trabalho do enfermeiro e destaca a importância de estratégias institucionais que incluam ações de promoção a saúde mental, treinamento em coping positivo e monitoramento de comportamentos prejudiciais no ambiente de trabalho.